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São João fica em casa
Venha ver maria bonita, Espia que decepção! Tantos anos festejando, Quadrilha, fogos e balão. Estou triste encabulado, Um vírus ter cancelado; Nosso belo São João. Cuma é meu lampião, Me diga como vai ser? Sem forró e sem fogueira, Pro mode nos aquecer? Um luz onde não brilha, E um São João sem ter quadrilha; Ainda tava por ver! Pois chega ité a doer, Acredite maria bonita! Não ver ruas enfeitadas, Nem moça com vestido de chita. Dá um tranco no coração, Que a quadrilha mirim luar do sertão; Não vai poder se mostrar na fita. Quem danado acredita, Meu querido Lampião! Que um São João não festejando, Poderá ser um são João. Oh que vírus mais canalha, Impedir a quadrilha chapéu de palha; Levantar poeira e emoção! Vou fazer uma oração, Que Santo Antonio me escute: Livrai-nos dessa peste, Muita saúde agente desfrute! E no dia dos namorados, Eu e tu Maria agarrados; Em um amor que repercute. Vá com calma não ...
O nada
O nada é um conceito, Que só existe na mente. Tente em nada pensar, Pense em nada intensamente. Quanto mais pensa em nada, Mais nada você ver na frente. Se no nada, nada existe Como pode o nada existir? Do nada, nada se cria; Nada pode surgir. Surgiu uma resposta do nada! Como, se nada havia ali? Pode não haver nada, No espaço sideral? Ou só usamos o nada, Em sentença gramatical? Pra dizer que a ideia, Não é argumental Tipo: alguém falando muito, Uma conversa badalada. Outro só calado ouvindo. Com a cara enfezada, Pensando consigo mesmo: Esse não disse foi nada! Ou será que o nada, Pode ser alfa numérico? Representar algo infinito, Como um vazio esférico. O nada na matemática, Não é coisa de esotérico. O nada pode ser o movimento, De maneira continuada. Um cão balançando as patinhas, De um peixe com sua calda. Caia em águas profunda, A pergunta é: ei, tu nada? Nada, nada! Por essa lógica ...
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