O nada










O nada é um conceito,
Que só existe na mente.
Tente em nada pensar,
Pense em nada intensamente.
Quanto mais pensa em nada,
Mais nada você ver na frente.

Se no nada, nada existe
Como pode o nada existir?
Do nada, nada se cria;
Nada pode surgir.
Surgiu uma resposta do nada!
Como, se nada havia ali?

Pode não haver nada,
No espaço sideral?
Ou só usamos o nada,
Em sentença gramatical?
Pra dizer que a ideia,
Não é argumental

Tipo: alguém falando muito,
Uma conversa badalada.
Outro só calado ouvindo.
Com a cara enfezada,
Pensando consigo mesmo:
Esse não disse foi nada!

Ou será que o nada,
Pode ser alfa numérico?
Representar algo infinito,
Como um vazio esférico.
O nada na matemática,
Não é coisa de esotérico.

O nada pode ser o movimento,
De maneira continuada.
Um cão balançando as patinhas,
De um peixe com sua calda.
Caia em águas profunda,
A pergunta é: ei, tu nada?

Nada, nada!

Por essa lógica astuta,
O nada até existe.
Na sua forma verbal,
Em movimentos consiste.
Nadar pra não afundar,
Tu nada e assim resiste!

Mas não é desse nada,
Que quero falar aqui.
Trata-se da ausência de algo,
Na forma do existir.
De onde surgiram as coisas,
Sem esse algo pra construir?

Invertendo o X,
Para a composta questão:
Por que que existe o algo?
Me dê uma explicação!
Logo se existe o algo,
O nada não existe não!

O nada seria a ausência,
Do espaço e do tempo.
O tempo e espaço existe,
Quase como um casamento.
Me diga mesmo se o nada,
Não é coisa só do pensamento!?

Marcos Santos

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