Sistema




Montado sobre o egoísmo,
Galopa o cavalo da maldade.
Se alimenta da incapacidade,
E da aceitação do escravismo.
Bebe do individualismo,
Se comporta de forma leviana.
Suas artimanhas insanas,
Tem por objetivo lucrar.
E, com isso alimentar,
A violenta ganância humana.

Mas, quem consegue satisfazer,
A maldita fome da ambição?
Quando ela dá com uma mão,
Dez vezes mais quer receber!
Quem vai ganhar, quem vai perder;
No jogo da mais valia?
1% goza de alegria,
Usurpando da tristeza alheia.
A cara da pobreza é feia,
Só não incomoda quem dela se beneficia.

Se bem que na realidade,
Não resiste se fizer filantropia.
Sua natureza venenosa e fria,
Não é de prestar caridade.
Quer gozar de liberdade,
Um comercio meritocrático, aberto.
O que tenho visto é semianalfabeto,
Ganhando muito dinheiro.
Enquanto outros, limpando banheiro;
Acumulando diploma até o teto.

É falsa essa dicotomia,
De que todo mundo vai vencer.
Se um ganha, o outro tem que perder;
É assim, global na economia.
Tem que goste, há quem repudia;
Esse jogo sujo, as vezes imundo.
Se diz trabalhador, mas o vagabundo;
Quer lucrar com avidez e constância.
Mas o lucro tem origem na ganância,
E ganância é um poço sem fundo.

Marcos Santos

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