Serraria na rota do frio
Divinamente
colocada,
Numa
serra exuberante.
O
verde tão vivo pulsante,
Deixa
alma apaixonada.
As
palmeiras, a passarada;
Numa
serena melodia.
Esse
ritmo em harmonia,
Declama
tua pureza;
Dessa
linda natureza,
Que
se ver em Serraria.
Esta serra distribui
alegria,
De maneira generosa.
Oh que serra mais
charmosa!
Tem uma luz que contagia.
Tem altivez, tem a magia;
Pra encantar com suas
festas.
Não faz uso da modesta,
Para se apresentar;
Pra quem quer curtir e
amar,
Tem que ver nossa seresta.
É
terra de gente honesta!
Que
gosta de forroriar,
Mas
é na forma de trabalhar;
Que
o seu brilho se manifesta.
Nuca
vi gente como esta,
Em
capacidade e precisão.
Fazem
tudo com paixão,
Com
destreza e empenho;
Serraria
teus engenhos.
Foram
colunas de sustentação.
Noutros tempos a produção,
Esquentava a economia.
As rapaduras que se
produzia.
Adoçava a coração.
Mas nem tudo é perdição,
Ou ficou entregue as
traças.
Ainda temos a melhor
cachaça,
Produzida nesse lugar;
Pra iludir ou tapear,
Quem da vida perdeu a
graça.
Então,
pegue a sua taça;
E
vamos a vida brindar!
É
preciso celebrar,
Pois
logo tudo, tudo vira fumaça.
Num
instante isso tudo passa,
Segue
a sina os desafios;
Se
encontre, busque o brio
Mas
se está desanimado;
O
local mais adequado,
É
nos caminhos do frio.
A rota provocou arrepio,
Quando esteve em Areia.
Lá a arte corre na veia,
Como um riacho para o rio.
Nesta rota, alguns trios,
Embalaram os amores.
Com multifacetadas cores.
Nas trilhas, oficinas, visitações;
A cidade de Pilões,
Encantou com suas Flores.
Nesta
festa os valores,
É
algo muito especial.
Em
matinhas o laranjal,
Da
mais ênfase os seus sabores.
Repare
que os idealizadores,
Desse
espetáculo verossímil;
Trabalham
com mais de mil,
Mostrando
como é que é:
Artes,
cultura e fé;
Em
Solânea foi o que se viu.
E quem foi que não previu,
Aventura em Bananeiras.
Teatro de bonecos,
brincadeiras
Quem disse o contrário,
mentiu.
Já outro disse que ouviu:
Que em Remígio a ecologia,
A xilogravura a
fotografia;
Levará o encantamento.
E o povo guardará no
pensamento,
O que se passa nesses dias..
Essa
festa faz no brejo estadia,
Desenhando
um itinerário.
Com
galinha, sarau literário:
Em
Alagoa Nova o turista se delicia.
Entre
realidade, e fantasia;
Cada
cidade enfeitando seus terreiros.
É
espetáculo, as praças viram picadeiros.
Enquanto
a fama do evento se expande,
Veja
que, em Alagoa Grande;
O
homenageado é Jackson do pandeiro.
Festa com o jeito
brasileiro,
Na forma de celebrar e
acolher.
Que busca valorizar,
desenvolver.
É da cultura um grande celeiro!
Onde um povo hospitaleiro,
Faz tudo com maestria.
Apesar da minha pouca
sabedoria,
E sem nenhuma vaidade;
Que perdoem as demais
cidades,
Mas caminhos do frio, só
aqui em serraria!

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