Droga



O desejo que me consome
De dá só mais uma mordida
A alma já está ferida
O sangue chega me some
É a miséria é a fome
Por esse neguinho, meu xodó
Tanto faz em calda ou em pó
O vicio no chocolate é insano
Mas das drogas criadas pelo o humano
O dinheiro é a pior.

A fumaça subindo como incenso
Do último cigarro pitado
No peito aquele chiado
E sem ele um vazio imenso
Às vezes eu para e penso
Se evitar vou me sentir só!
Talvez o pensamento me faça menor
Talvez isso seja um lerdo engano
Mas das drogas criadas pelo o humano
O dinheiro ainda é a pior.

Um cara testando as habilidades
De se equilibra no chão
Na mulher senta a mão
Ferindo sua dignidade
Se a cachaça cria covardes
Desde os tempos do rococó
De bermuda ou paletó
Como débil, vacilão, pé de pano
Mas das drogas criada pelo o humano
O dinheiro ainda é a pior.

Tem gente que até vicia
Em viver da religião
Como se a salvação
Viesse da sacristia
Há quem leiloe a eucaristia
Como se tivesse num brechó
O cristo vira bozó
Padres, pastores... milicianos
Das drogas criadas pelo o humano
O dinheiro é a pior.

O dinheiro faz o seriado
E faz também a novela
Que deixa grudado na tela
Um moi de viciado
Vejo muito alucinado
No samba ou no forró
Como se a vida fosse um dominó
E viver um jogo leviano
Das drogas criadas pelo o humano
O dinheiro é a pior.


Marcos Santos

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